Weintraub usa assessores do ministério para ações pessoais e terá que se explicar

22/05/2020

Como nos noticiamos, o ministro da educação, Abraham Weintraub teria utilizado assessores contratados pela pasta em tempo integral, como advogados em ações judiciais de interesse pessoal. Weintraub teria movido ações contra o Brasil 247, Fórum e Valor Econômico, tendo dois assessores como seus representantes legais. A Comissão de Ética da Presidência da Republica aguarda explicações ao ministro. Segundo nota do ministério os advogados foram pagos pelo próprio ministro. Paulo Henrique Lucon, presidente da Comissão de Ética publica da Presidência, afirmou que "a tendência do colegiado, será determinar que o sr. Ministro se manifeste" sobre o assunto no dia 26 deste mês, data prevista a realização da próxima reunião do grupo. Nesta terça-feira (20), o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) ingressou com uma representação contra Weintraub junto ao colegiado por conta da denúncia. O parlamentar registra que o colegiado requeira do ministro a apresentação dos contratos firmados para a prestação dos serviços de advocacia privada, bem como de comprovantes que demonstrem que os referidos servidores dedicam-se integralmente às funções inerentes aos cargos, ao invés de prestarem serviços privados. De toda forma o uso do servidor em seu horário é desvio da atividade, se pagos com o erário publico, vira crime de responsabilidade.