Abin envia relatórios sim ao presidente

02/06/2020

Pega na mentira... Na famosa reunião '22' o presidente exalta seu sistema clandestino de informações (que ainda tem que explicar) e critica os sistemas oficiais como a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Mais uma vez o presidente e pego em sua mentira a Abin informa que entre os dias 24 de abril e 13 de maio, relatórios abasteceram o gabinete de Bolsonaro, o Ministério da Saúde e o grupo liderado pelo chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, que acompanha o avanço da pandemia. Um lote de 47 relatórios diários, num total de 950 páginas, alertou o governo sobre a necessidade do isolamento social para conter a doença. Os documentos, obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo, também indicaram a falta de leitos de UTI e a elevada subnotificação de casos de infectados e mortes por insuficiência de testes de diagnóstico. A agência notificou ao presidente o aumento de casos no interior do Amazonas entre os dias 27 e 30 de maio, e registra como causa o "descumprimento do isolamento social". A Abin faz, desde março, diagnóstico da situação da pandemia no País e um mapeamento de casos da doença no exterior. A agência afirmou, no começo de abril, que decretar rígida quarentena foi determinante para achatar a curva de casos na Espanha, Itália, França, Alemanha e Reino Unido. A equipe de inteligência ainda destaca que O Brasil realiza entre 10 a 15 vezes menos testes por milhão de habitantes que os demais países, o que leva a crer que o número de casos seja subestimado. Em relação ao Cloroquina a agência faz nove menções sobre o produto em nenhum deles, não cita o medicamento nem como sequer promissor no tratamento da Covid-19. Nos trechos onde é citado, a agência apenas informa que determinado local usa cloroquina ou que há pesquisa em andamento sobre a eficácia terapêutica, mas não chega a julgar se é válido ou não apostar no tratamento. Cada relatório da Abin sobre o novo coronavírus tem cerca de 20 a 30 páginas. A agência analisa o cenário da doença no Brasil, em cada Estado, e em países de todos os continentes. Também resume estudos sobre diagnóstico e impactos econômicos e sociais da pandemia no mundo. "não me passa informações" disse o presidente.