Dados comprovam que  ainda  falta investimentos federais para auxiliar emprego e renda

02/06/2020

O governo federal por meio de várias medidas provisórias, conseguiu remanejar um total de R$ 319 bilhões, para serem usados emergencialmente no combate ao coronavírus, ocorre que passados três meses do primeiro caso, e já somando mais de meio milhão de infectados, o governo só aplicou 35,5%, no enfrentamento da pandemia. Apenas 112,7 bilhões foram realmente aplicados em ações de combate ou controle. A maior parte desses valores 68%, foram destinados ao auxílio emergencial de R$ 600, R$ 76,8 bilhões. De acordo com especialistas econômicos falta medidas eficazes, Duas dessas medidas, seriam destinadas a apoiar empresas e evitar a demissão de trabalhadores em meio à pandemia. Entretanto, tiveram pouco investimento da verba já autorizada. A concessão de financiamento para o pagamento de folha salarial teve execução de R$ 17 bilhões, dos R$ 34 bilhões autorizados (50%). Já o benefício emergencial de manutenção do emprego e da renda teve apenas R$ 5,8 bilhões gastos, dos 51,6 bilhões destinados (11,4%). Governadores e prefeitos têm reclamado reiteradamente da falta de repasse de verbas e equipamentos pelo Ministério da Saúde, inclusive respiradores. Fica claro portanto que, o que está gerando dificuldades de manutenção do emprego e renda do trabalhador não é o isolamento mais sim a ineficácia dos investimentos emergenciais de recursos. Se o governo não colocar recursos financeiros, de forma a apoiar as empresas e os cidadãos, não haverá condições de manutenção das medidas de isolamento e consequentemente não haverá condições de conter a disseminação do vírus. Os dados são do portal Siga Brasil, sistema do Senado Federal para monitoramento do orçamento da União.