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Alem da abertura de inquérito de crime culposo contra sua mulher, prefeito de Tamandaré PE pode responder por improbidade administrativa

06/06/2020

Um dos fatos que marcaram essa semana, foi o trágico acidente que levou a morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos. Miguel é filho de Mirtes Renata Souza que trabalha em um apartamento em edifício de luxo no Recife, onde reside o prefeito da cidade de Tamandaré, Sergio Hacker e sua mulher Sari Corte Real. Segundo Mirtes ela teria descido para passear com a cadela da família, deixando o menino aos cuidados da patroa. Em momento de descuido o menino caiu do 9º andar do edifício e veio a falecer. Sari vai responder por homicídio culposo. A narrativa dos fatos mostra que a patroa da mãe do menino permitiu que o menino entrasse sozinho no elevador, ao desembarcar no 9º andar ele subiu em uma embalagem que havia sido deixada no corredor e caiu. Entretanto além do desdobramento criminal do acidente, um outro fato veio a tona. De acordo com apurações realizadas, o prefeito Sérgio Hacker, mantinha prestando serviços em sua residência, uma funcionária terceirizada da Prefeitura de Tamandaré. O prefeito terá que explicar por que o nome Mirtes, empregada doméstica de sua casa em Recife constava como servidora comissionada desde 2017 da folha de pagamento da prefeitura que comanda, na cidade distante 100 km da capital pernambucana. Tal ato é caracterizado crime de improbidade administrativa. As investigações seguem a cargo da Polícia Civil, só devem evitar essa polarização de racismo. Miguel, não caiu por ser uma criança negra, caiu por ser criança e ter a curiosidade nata da idade. Houve negligência, sim houve? De quem? A investigação certamente vai apontar.