Uma submissão constrangedora e patética 

07/06/2020

A submissão constrangedora do presidente Bolsonaro ao presidente Donald Trump, está se tornado estúpida. Isso porque Trump, em entrevista na Casa Branca usou o Brasil como exemplo negativo na campanha contra o coronavírus, ele declarou "Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. Eles estão seguindo o exemplo da Suécia, que também está passando por dificuldades terríveis. Se tivéssemos agido assim, teríamos perdido 1 milhão, 1,5 milhão, talvez 2,5 milhões de vidas ou até mais". O vídeo foi divulgado com legenda nas redes sociais e figurou entre os termos mais vistos e comentados no Twitter. Ao ser questionado sobre essa declaração de Trump, Bolsonaro respondeu de forma patética "É meu amigo, é meu irmão. Falei com ele essa semana. Tivemos uma conversa maravilhosa. Um abraço, Trump. O Brasil quer cada vez mais aprofundar o nosso relacionamento. Torço para que seja reeleito. Trump, aquele abraço", disse Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada. Em outra situação 24 deputados democratas da Comissão de Orçamento e Tributos (Ways and Means) da Câmara dos Deputados dos EUA informaram na quarta-feira (3) o escritório comercial da Casa Branca que "têm fortes objeções à busca de qualquer acordo comercial ou à expansão de parcerias comerciais com o Brasil do presidente Jair Bolsonaro". O documento é muito sério, pois significa que nenhum acordo com o Brasil será feito enquanto a Câmara tiver maioria democrata. Em um dos últimos parágrafos do documento dos democratas, os deputados dizem considerar existir pouca perspectiva de oportunidades de acordo para o agronegócio, pois muitos dos "produtos exportados pelo Brasil já são muito competitivos no mercado americano, mesmo sem as vantagens da eliminação de tarifas de um acordo comercial". E conclui: "Além disso, produtores brasileiros têm um histórico de usar práticas desleais de comércio". A carta conclui afirmando que buscar um acordo com o Brasil do presidente Jair Bolsonaro pode prejudicar a luta de defensores dos direitos humanos, trabalhistas e ambientais brasileiros para promover o Estado de Direito e comunidades marginalizadas. Para completar, na noite de sexta-feira (5), a conta do presidente Bolsonaro desapareceu ou foi removida da lista de perfis de seguidores de Trump, que parece ter feito uma limpa em seus seguidores no Twitter e entre os 46 perfis que ele manteve ativo, não consta o de Bolsonaro.