Até aqui nos ajudou o Senhor

Rede Sustentabilidade aprova CPMI das Fakes News

31/05/2020

Em março de 2019 a Rede Sustentabilidade, entrou com um pedido no STF para o encerramento da CPMI das Fakes News, Como argumento, a Rede associou a investigação ao Ato Institucional nº 5, de 1968, o mais pesado golpe do regime militar (período de exceção) às garantias Constitucionais. O ato instaurou a censura, proibiu manifestações políticas e fechou o Congresso. Na época, o partido alegou ainda, por meio do advogado Danilo Morais dos Santos, que a Corte, "ao instituir investigação criminal ilegal e inconstitucional, sem fatos específicos e contra pessoas indeterminadas, viola as garantias mais básicas do Estado Democrático de Direito e coloca em risco, em potencial, o direito de ir e vir de autoridades dos Três Poderes da União". Na sexta-feira (29) o partido requereu aos ministros do supremo a exclusão da ação de 2019. O pedido, foi endereçado ao ministro Edson Fachin, relator, representa um recuo, já que o partido havia se posicionado contra a permanência da Comissão e pedia a anulação da investigação no ano passado. Segundo o partido de março de 2019 a maio de 2020, muitos fatos ocorreram. "Neste período tivemos uma espécie de escalada autoritária por parte de alguns mandatários. Além disso, evidenciou-se, de modo cada vez mais explícito, o mal das fake news para a Democracia. Há de se reconhecer que o inquérito, ao se afastar dos aparentes intenções originais de perseguição à operação Lava Jato e à Receita Federal (na visão da imprensa relevante), tem revelado uma verdadeira organização criminosa cujo alvo são as instituições democráticas e cujo instrumento são as fake news: distribuídas em massa, financiadas por esquemas ilícitos e coordenadas, aparentemente, por autoridades públicas", complementa.