Interferências do governo

28/04/2020

As interferências do governo nas instituições do país, não param. Os procuradores do MPF (Ministério Público Federal), abriram dois procedimentos de investigação contra o presidente para apurar um ordem emitida por ele ao Comando Logístico do Exército (Colog). As ordens revogam três portarias publicadas entre março e abril sobre o monitoramento de armas e munição. As suspeitas de que Bolsonaro tenha beneficiado as milícias armadas com as revogações. Para a procuradora regional da República Raquel Branquinho, "não há espaço na Constituição para ideias e atitudes voluntaristas" dele (Bolsonaro). "Determinei a revogação das portarias (...) por não se adequarem às minhas diretrizes definidas em decretos". As portarias a que se refere o presidente, refere-se ao controle, rastreabilidade e identificação de armas e munições importadas e fabricadas pela indústria nacional, sob a finalidade de atividades esportivas, de colecionador e também para abastecer os quartéis. Ao revogá-las (as portarias), Bolsonaro facilita o acesso do crime organizado a armas e munições desviadas, consideram os procuradores.