Ministro do GSI ameaça STF "Poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional"

23/05/2020

O ministro do STF Celso de Mello, decidiu na tarde de ontem (22), que o vídeo da reunião "22" será divulgado praticamente na integra. Celso de Mello determinou que fossem retiradas do vídeo que se tornará público apenas duas declarações referentes à China e ao Paraguai. Ainda não se sabe a que termos será essa divulgação, se generalizada ou restrita a envolvidos no inquérito, como advogados das partes e Procuradoria-Geral da República. Certo é que, se os ministros interpretarem que existem provas de tentativa de interferência na PF por parte do presidente, poderá levá-lo a queda. Em um outro viés do mesmo inquérito o ministro, pediu o depoimento do presidente e a busca e apreensão do celular ou celulares dele e de seu filho Carlos Bolsonaro, para serem periciados. O pedido feito pelo ministro Celso de Mello do STF para periciar os telefones do presidente e de seu filho, colocou a presidência em alerta geral, a ponto do ministro do GSI, general Augusto Heleno, partir para a ameaça escancarada. Heleno declarou "inconcebível e, até certo ponto, inacreditável, uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência de outro poder na privacidade do presidente da República e na segurança institucional do país". As declarações do general faz parecer que a instituição presidência da república, está acima da lei, o que não é verdade. Na nota Heleno enviou um alerta com tom de ameaça, "a apreensão dos celulares "poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional". No despacho o ministro Celso de Mello ressaltou "A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na ´notitia criminis´, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado", escreveu o ministro do STF.