Um plano generalista e sem objetivo foi o que o general Mourão apresentou a investidores internacionais 

10/07/2020

Após vídeo conferência com investidores estrangeiros, para tratar da preservação do meio ambiente no Brasil. O vice presidente Hamilton Mourão que também preside o Conselho da Amazônia, disse em entrevista coletiva ser natural que os investidores internacionais querem ver resultados das políticas ambientais no Brasil. "Os resultados que podemos oferecer é uma efetiva redução do desmatamento" disse Mourão. O general apresentou um plano generalista, segundo ele "o plano do governo é manter as operações de repressão aos crimes ambientais, realizar ações mais efetivas nas áreas de regularização fundiária e de pagamentos de serviços ambientais para que, "pouco a pouco", se chegue a um "número de desmatamento que seja aceitável". O general disse que mesmo após apresentação do ''plano'', os fundos estrangeiros não se comprometeram a fazer investimentos no país. Talvez pelo descrédito da atual política ambiental do país. O vice-presidente também comentou as negociações com Noruega e Alemanha para a retomada dos investimentos no Fundo Amazônia, que financia projetos de estados, municípios e da iniciativa privada para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Noruega e Alemanha contribuem juntas para mais de 90% do total do fundo administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No ano passado, após o desastre ambiental negado pelo presidente e os constantes ataques aos fundos internacionais, os dois países suspenderam os repasses. Bolsonaro chegou a dizer eu não precisava desses recursos. No contexto de negação, marca dessa gestão, Mourão negou a responsabilidade sobre a situação. "Nosso governo não é o responsável pelo desmonte de estruturas das agências ambientais. Nós herdamos tanto o Ibama como o ICMBio com reduzido número de servidores. Com as questões orçamentárias que vivemos e a proibição de concursos, nós estamos buscando uma solução, e isso é uma tarefa que o Conselho da Amazônia irá buscar, para que essas agências tenham sua força de trabalho completadas. Então, críticas têm sido feitas e, principalmente ao ministro Ricardo Salles, e quero deixar claro aqui que essas críticas não estão sendo justas", afirmou. O fato de não assumir as responsabilidades, de fazer uma mea culpa, afugenta o interesse dos investidores.