Atos do presidente Trump aponta para um grande conflito armado

04/01/2020

O assunto mais comentado do momento e sem dúvida o assassinato do comandante iraniano general Qassem Soleimani, por ordem do presidente Trump. Outro governo que quer manter a pose de machão a qualquer custo. Mesmo em seu reduto no congresso, ficou bem difícil a situação do presidente americano. Ele sozinho ordenou uma ofensiva militar em solo estrangeiro o que o coloca mais próximo de ser afastado da presidência, já que impeachmado ele já foi pelos deputados. A embaixada no Irã já está convocando todos americanos para saírem da região o mais rápido possível. É provável que fronteiras aeroportos sejam fechados a qualquer momento. Este talvez tenha sido o mais imprudente ato militar americano desde o Vietnã e colocou os dois países muito perto de um conflito armado. O general assassinado por forças americanas era apontado como segundo mais importante do país, depois apenas do Líder Supremo. É muito difícil acreditar que não vai haver retaliações, em solo americano. O que nos deixa apreensivo será a postura do Brasil diante desse conflito. Por tudo que já presenciamos até hoje e a escancarada submissão ao governo americano, é difícil crer que ela não irá continuar nessa situação. De acordo com A relatora da ONU (Organização das Nações Unidas) para execuções extra-judiciais, Agnès Callamard, " quem matou esses homens precisaria demonstrar que eles constituíam uma ameaça iminente a outros. O envolvimento em ataques 'terroristas' no passado não é suficiente para tornar o ataque legal". Um ato hostil que certamente trará graves consequências ao governo americano. O presidente Bolsonaro tem sido aconselhado pelos chefes militares a manter a neutralidade nesse conflito entre o mandatário dos EUA, Donald Trump, e o governo do Irã, sem comentar o episódio do assassinato do general iraniano Qassem Soleimani antes de uma avaliação junto ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) "cala boca Batista".