Água utilizada da fabricação pode ter sido a fonte da contaminação na cervejaria Baker

17/01/2020

De acordo com as mais recentes informações da força tarefa que investiga as intoxicações por dietilenoglicol, até o momento quatro mortes com suspeita da síndrome nefroneural, estão sendo averiguadas. A polícia já confirmou que a origem da contaminação foi a água usada na fabricação das cervejas da empresa, foram encontrados sete lotes da bebida com o dietilenoglicol e outros quatro lotes foram identificados com monoetilenoglicol. Trata-se de outro álcool com menos toxicidade, mas que também causa prejuízos à saúde. Ontem (16) a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em uma distribuidora que fornece o monoetilenoglicol para a cervejaria Backer, em Belo Horizonte. A empresa fiscalizada fica em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A perícia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encontrou as substâncias tóxicas monoetilenoglicol e dietilenoglicol na água usada na produção da cervejaria Backer, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Outras marcas produzidas pela Baker, foram encaminhadas para análises e a equipe ainda aguarda os resultados. Na fábrica o mapa de produção identificou sete lotes de Belorizontina contaminados, um deles com o rótulo Capixaba, nome dado à cerveja distribuída no Espírito Santo. A inspeção do órgão federal também constatou os agentes químicos em mais de um dos 70 tanques usados na fabricação das cervejas. Em Uberlândia no Triângulo Mineiro, A Secretaria de Saúde informou, ontem (16), por meio de nota, que detectou um quadro de "alteração das funções renais" de um paciente na cidade. O paciente disse ter bebido cerveja recentemente, mas não soube dizer exatamente de qual marca, por segurança, a equipe médica o transferiu para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). "Todo o acompanhamento deste caso está sendo feito pela Vigilância Epidemiológica do município e do estado", diz o texto do Executivo municipal. Todas as informações clínicas do paciente já foram encaminhadas ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs-Minas). Entre esses dados estão laudos médicos e exames. O centro está analisando para ver se se o quadro se encaixa ou não para intoxicação exógena por dietilenoglicol. Até a publicação desta matéria, 17 diagnósticos estavam em investigação, 16 homens e uma mulher e quatro mortes.