População afetada começa a contabilizar os prejuízos das chuvas de 2020

05/02/2020

As cidades da Zona da Mata sentem profundamente os impactos promovidos pelas fortes chuvas na economia local. Somam-se as chuvas, as más condições de nossas estradas, o que nós já denunciamos a mais de 160 dias. A redução da oferta já elevou os preços dos hortifrútis em cerca de 40% no comércio, muitos produtores rurais contabilizam perda total nas plantações em virtude do grande volume de água. Na indústria as paralisações na produção causa prejuízos incalculáveis, os maiores impactos foram sentidos no polo moveleiro de Ubá. No comércio os impactos ainda são piores, alguns comerciantes optaram em fechar as portas temporariamente, seja pela escassez dos produtos, falta de demanda ou pela invasão das águas. Para piorar. tem as más condições das estradas, estamos falando da BR 267, que é responsabilidade do Dnit, que apresenta trechos em que trafegar é uma situação de alto risco. Nas MGs que são responsabilidade do DEER-MG, a situação não é diferente. Invariavelmente os reflexos chegam ao bolso do consumidor. Produtos como tomate, abobrinha, chuchu e jiló estão até 40% mais caros. "O consumidor que levava dois quilos de tomate, agora leva um", relata Carlyle, dono de uma loja de hortifrutigranjeiros no Mercado Municipal, que tem a rotina de adquirir produtos na unidade local da Ceasa. "A gente tenta contornar a alta de preços equilibrando os valores de outros produtos e negociando com os produtores". Precisamos contabilizar a esses prejuízos, os impactos das chuvas e alagamentos, no trânsito e na saúde da população. Já que várias cidades precisam se deslocar diariamente as cidades polos de suas regiões. É extremamente necessário que o governo do estado, mesmo de que forma paliativa, promova condições para que essa população possa ter o mínimo necessário para sua sobrevivência e segurança. O triste é que passado a crise, todos esses transtornos caem no esquecimento e tudo fica como antes até a próxima crise chegar.