A Educação sob censura em Rondônia

07/02/2020

A educação esteve para sofrer um duro golpe ontem (6). O governo de Rondônia decidiu recolher das escolas públicas do estado, 43 livros de autores consagrados brasileiros e internacionais por considerá-los com conteúdo inadequado para as crianças e adolescentes. No memorando da Secretaria de Educação constava a lista incluindo obras como "Macunaíma", de Mário de Andrade, e "O Castelo", de Franz Kafka (e não Kafta, viu ministro), além de livros de Caio Fernando Abreu, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca.Todos os livros de Rubem Alves morto em 2014, também deveriam ser recolhidos. Alves escrevia sobre educação e questionava o formato tradicional da escola. Após os muitos questionamentos e ameaças. A secretaria de Educação e o governador do Estado, coronel Marcos Rocha recuaram e desistiram da prática de censura descarada