Inversão de valores

21/02/2020

Agatha Felix morta em 2019 em uma incursão mal sucedida da PM na comunidade do Alemão, a perícia confirmou que o disparo que a matou, partiu da arma de um PM. Marielle Franco, assassinada em 2018, as investigações apontam para as milícias do Rio de Janeiro e o suposto envolvimento do clã bolsonaro. Agora a morte do miliciano Adriano Nóbrega, em uma troca de tiros na Bahia, chamou a atenção dos bolsonaros, que questionam a legitimidade da ação policial e dos laudos periciais do instituto. Os peritos declararam que fazem este tipo de autópsia várias vezes ao dia, que sabem exatamente o que, e como procurar, que possam ser algum indício de ação irregular. Na quarta feira (19) o advogado de Jair Bolsonaro fez uma declaração estarrecedora, Frederick Wassef, disse "a morte do ex-policial militar Adriano da Nóbrega é muitíssimo mais grave do que o assassinato de Ágatha Félix, de 8 anos". Enquanto isso o corpo do miliciano deverá passar por um novo exame cadavérico, agora no IML do Rio de Janeiro e os resultados seram apresentados nos próximos 15 dias. O novo exame será acompanhado por médicos assistentes técnicos, indicados pela família de Adriano e pelo Ministério Público da Bahia. Enquanto isso nada mais se sabe das mortes de Agatha e Marielle. Uma verdadeira inversão de valores.