Comando militar vê com reservas excesso de militares no governo

21/02/2020

Volto a dizer que a total certeza da impunidade tem feito o governo federal desrespeitar toda a população brasileira, de uma forma tão vil, como ainda não se havia visto. O general-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) defendeu, que Jair Bolsonaro "convoque o povo às ruas" para afrontar o Congresso. Para Heleno, o acordo feito pelo também general e ministro da Secretaria de Governo, Eduardo Ramos (noticiado ontem), que permite que os parlamentares controlem parte do orçamento impositivo, é fruto de uma "chantagem" do Congresso e que o fato não deve ser aceito pelo governo. O ministro esqueceu que hoje, pouco mais de 20% da população está satisfeita com presidente e sua forma de governança. Convocar a população, foi antes, e será novamente, um grande tiro no pé. O medo do sistema parlamentarista se instalou no Planalto. Tanto que, aos poucos o governo vem multiplicando a presença militar no governo. Com a entrada do general Braga Netto na Casa Civil, todos os postos que atuam diretamente ligada ao Palácio do Planalto estão sobre a direção militares, alguns ainda na ativa. O que apuramos que, essa proximidade, no entanto, não é vista com bons olhos e muitos militares reconhecem que há um desgaste por essa ligação com o governo. O Comandante do Exército Edson Leal Pujol, assim que assumiu o comando após a posse do presidente, disse "O erro do governo talvez seja o excesso de vezes que recorre às Forças Armadas para tentar solucionar problemas pontuais. Há excelentes quadros entre os militares, mas não se pode misturar as atividades", Pujol deu ordem para que os militares se voltassem para o fortalecimento da instituição. O medo é que o desgaste do governo afete também o Exército, isso já no início de 2019, como nada mudou, pelo contrário só piorou, o medo do comando tem fundamento.