Presidente aproveitou o carnaval e fez um desmanche no Incra

28/02/2020

Enquanto o povão se preparava para curtir a festa de momo, esquecendo dos problemas que passa o país, o presidente aproveitou o última dia de trabalho da semana quinta-feira (20), véspera de Carnaval, para desferir o maior golpe na reforma agrária do país. Ele publicou no Diário Oficial da União (DOU) o decreto nº 20.252 enxugando significativamente a estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Em um único golpe ele extingue o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o programa "Terra Sol" e outros programas que davam incentivos aos assentados, quilombolas e comunidades extrativistas. Com o ato ele põem fim em um programa de fomento à agroindustrialização e à comercialização por meio da elaboração de planos de negócios, pesquisa de mercado, consultorias, capacitação em viabilidade econômica, além de gestão e implantação/recuperação/ampliação de agroindústrias. Atividades não agrícolas, como turismo rural, artesanato e agroecologia "Terra e Sol" O programa foi criado em 2004 e é parte do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Os R$ 44 milhões em recursos disponibilizados nesse período, implantaram 102 projetos e beneficiaram 147 mil famílias em todo o Brasil, além de ser responsável por 70% dos produtos agrícolas que chegaram a mesa dos brasileiros. Já no Pronera que também foi extinto no com ato, jovens e adultos em comunidade rural , indígenas e quilombolas tinham acesso acesso a cursos de educação básica (alfabetização, ensinos fundamental e médio), técnicos profissionalizantes de nível médio, cursos superiores e de pós-graduação (especialização e mestrado), capacitando educadores para atuarem nos assentamentos e atividades educativas comunitárias. Com o Pronera cerca de 9 mil alunos foram alfabetizados no EJA (Educação de Jovens e Adultos) e concluíram o ensino médio, 5.347 foram graduados no ensino superior em convênio com universidades públicas; 1.765 deles tornaram-se especialistas e 1.527 são alunos na Residência Agrária Nacional. Pessoas que voltaram ao campo como agrônomos, veterinários, pedagogos e advogados, formados ao longo dos anos de desenvolvimento do programa. Além de desmontar toda essa estrutura construída em anos de dedicação, o decreto também facilitou a regularização de terras griladas pelo grande latifúndio e o agronegócio.