Ministro da Economia faz malabarismo para tentar dizer que a recriação da CPMF não é a recriação da CPMF

20/12/2019

De acordo com o presidente da Câmara Rodrigo Maia, dificilmente a casa irá aprovar qualquer projeto que envolva novas tributações para o povo. Já o ministro Paulo Guedes não tem limites, para tentar enganar a população inventando desculpas para dizer que a recriação da CPMF não é a recriação da CPMF. De acordo com as declarações de Guedes, seria uma "uma tributação sobre transações que pegaria, por exemplo, pagamentos feitos por celular." Parece que o ministro quer criar uma nova modalidade virtual de pagamento que identifique e taxe diferentemente "pagamentos feitos pelo celular". E se for por tablet? E notebook? E cartão na maquininha? E no caixa automático, será que isso atualmente é possível? No mundo virtual, todos são igualmente, transações digitais. Hoje o número de transaçõe digitais no Brasil já ultrapassa a 500 bilhões, os cheques ainda alcançam um número expressivo de 400 milhões, na média são mais de mil operações eletrônicas a cada folha de cheque emitida. Diferenciar as transações eletrônica e física e tentar parar a evolução natural dos meios de pagamento? O ministro faz uma declaração para tentar justificar, que parece aquela máxima "que não vim para explicar e sim para complicar" tende entender essa declaração do ministro "Você nem vai passar mais em banco, [vai] transferir dinheiro pelo celular. Como vai tributar essa transação? Essa transação digital? Você precisa de um imposto. Tem que ter um imposto para transação digital". O ministro certamente sabe, mas que nos fazer passar por burros. O fato que gera a cobrança de um imposto é o tipo de transação e não a forma de pagamento. O imposto vem do custo pago por um produto ou na contratação de um serviço, independentemente da forma de pagamento, dinheiro, cheque ou por meio digital. Antes era a reforma da previdência, agora é um imposto sobre movimentações financeiras a saída para o país. Mas para o ministro vale tudo, inclusive uma manipulação midiática que não permite questionamento de coisa alguma. FiqueDeOlho, 2020 promete!