Samba do crioulo doido

29/03/2020

A mais de um mês desde o aparecimento do primeiro caso de coronavírus no país, em São Paulo, o que vemos é o "samba do crioulo doido", uma manda, desmanda, um escreve pela manhã e apaga a tarde. Os desencontros são tantos, que levaram governadores e até prefeitos, tomarem as medidas de contenção e controle por conta própria e decretar o isolamento social na maioria das cidades. Enquanto isso Bolsonaro, grita sozinho que a população precisava voltar ao trabalho, chamando as medidas de isolamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de alarmismo. "O Brasil não pode quebrar por causa de um vírus. Tentam quebrar o Brasil com esse alarmismo", afirmou. Antes que alguém possa nos criticar só queremos esclarecer uma coisa, a presidência da república, está, acima do presidente, ela é uma instituição. Quando a instituição se refere ao povo dizendo. "Alguns vão morrer, vão morrer, lamento, é a vida. Não pode parar uma fábrica de automóveis porque tem mortes no trânsito", e não é mais um dos momentos que diz o que não queria dizer, essa declaração foi em uma entrevista para o Brasil Urgente da Band. O governo precisa assumir a situação, precisa olhar a crise, de acordo com sua proporção e deixar de afirmar que a COVID-19, doença causada pelo coronavírus, era uma "gripezinha", sem nenhuma prova técnica.