Governo transfere R$ 83,9 milhões de um programa que atende população carente para Secom

05/06/2020

De fato, entre as prioridades do governo federal, passa longe o atendimento a população mais carente do país. Depois de vetar mais de R$ 8,6 bilhões para um fundo de apoio ao combate ao coronavírus, dinheiro de sobras da extinção do Fundo de Reserva Monetária, mantido pelo Banco Central. O secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, resolver retirar R$ 83,9 milhões de um programa de Transferência de Renda Diretamente às Famílias em Condição de Pobreza e Extrema Pobreza, criado em 2004, e que beneficiava populações carentes do Nordeste. Realocando esses recursos na conta da comunicação institucional da Presidência da República, sob chefia da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). A "abertura do orçamento", como é chamado, ocorreu ontem (04) e foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). "Abrir ao Orçamento Fiscal da União em favor da Presidência da República, crédito suplementar no valor de R$ 83.904.162,00. Os recursos necessários à abertura do crédito decorrem de anulação de dotação orçamentária conforme indicado [na portaria]", escreveu Waldery. Lembrando que a Secom está envolvida em um escândalo que afirma que a secretaria realizou 653.378 anúncios em 47 canais que propagam notícias falsas. Somando, de acordo com a CPMI das Fake News 2,065 milhões de anúncios em redes sociais, sites e aplicativos de conteúdo considerado "inapropriado" pagos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Só o custo total da campanha da Nova Previdência foi de R$ 72 milhões, "assumindo que o número de 2 milhões de anúncios em sites inapropriados seja correto", o custo, nesse caso, foi de R$ 10 mil.