Até aqui nos ajudou o Senhor

Uma desculpa esfarrapada

20/12/2019

Então vamos voltar a falar do caso da suástica de Unaí. Até que ponto pode chegar o descaramento das pessoas? José Eugênio Adjuto, o "Zecão Adjuto", de 57 anos. Foi convocado a prestar depoimento à Polícia Civil da cidade para esclarecer as razões para uso de uma braçadeira com a cruz suástica nazista, em um bar em Unaí. Diante da autoridade policial Zecão foi capaz de dizer que a braçadeira era usada como como um símbolo religioso antigo de "felicidade". A palavra suástica derivada dos escritos sânscritos realmente significa felicidade, que logo depois foi incorporado a ideologia nazista, mudando seu significado. Além do que os símbolos são diferentes. Mesmo com a justificativa, "Zecão Adjuto", foi indiciado por discriminação racial, que tem pena que varia de dois a cinco anos mais pagamento de multa. Pois a cruz que ele ostentava com pleno conhecimento com certeza, isso sem pré julgamento algum, era a cruz suástica nazista e de acordo com o artigo 20 da Lei nº 7.716, de 1989, o fazendeiro cometeu um crime, já que é "vedado fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo", cabendo pena de até cinco anos de prisão. Então, se todos somos iguais perante a Lei, que em Unaí - MG ela seja cumprida.

O fato dessa questão é, se as autoridades competentes, estivessem sido competentes, o ato certamente não se repetiria. Infelizmente a "insegurança jurídica" pode até ser uma resposta oficial, mas não uma justificativa.  Um jovem não identificado, foi flagrado usando uma braçadeira com a cruz  a suástica como adorno, em Shopping em Curitiba e mais uma vez a lei deixou de ser cumprida.