Pesquisa do Instituto Henry Ford Health System apoia o uso da cloroquina. Apenas para pacientes hospitalizados

21/07/2020

O jornalista Alexandre Garcia, apresentou uma live, onde anunciava uma pesquisa do Henry Ford Health System. que apoiava o uso de cloroquina. A pesquisa analisou em larga escala 2.541 pacientes hospitalizados entre 10 de março e 2 de maio de 2020. O estudo concluiu que 13% das pessoas tratadas apenas com hidroxicloroquina vieram a óbito em comparação com 26,4% dos não tratados com o medicamento. Todos os pacientes foram monitorados e nenhum apresentou anormalidades cardíacas graves, reação adversa que é uma das principais discussões para evitar a hidroxicloroquina no tratamento de COVID-19. Marcus Zervos, chefe da divisão de Doenças Infecciosas do Sistema de Saúde Henry Ford, afirma que "As descobertas foram altamente analisadas e revisadas por pares". Entretanto, nenhum momento da pesquisa a droga foi apresentada como tratamento paliativo nem mesmo de profilaxia. Muito pelo contrário e isso foi omitido na live. O próprio Dr. Zervos enfatiza que é fundamental interpretar os resultados do estudo com cuidado, eles não devem ser aplicados a pacientes que estão sendo tratados fora do ambiente hospitalar e requerem confirmação adicional em estudos prospectivos e randomizados que avaliam rigorosamente a segurança, os riscos e a eficácia da terapia com hidroxicloroquina para COVID-19. "Atualmente, o medicamento deve ser utilizado apenas em pacientes hospitalizados com monitoramento apropriado e como parte dos protocolos de estudos, de acordo com todos os regulamentos federais relevantes", reitera Dr. Zervos.