Até aqui nos ajudou o Senhor

Vem aí o partido do Bolsonaro "Aliança pelo Brasil"

13/11/2019
Foto Divulgação/Arquivo IstoÉ Dinheiro
Foto Divulgação/Arquivo IstoÉ Dinheiro

Especula-se nos corredores do poder, que a MP editada pelo presidente que extingue o DPVAT e o DPEM, já a partir do próximo ano, seria para atingir o presidente nacional do PSL deputado Luciano Bivar. Ele é presidente do conselho de administração da Excelsior, uma das principais seguradoras credenciadas a operar a cobertura do seguro. De acordo com relatórios de auditoria nos primeiros seis meses de 2019 a Excelsior intermediou aproximadamente R$ 168 milhões em indenização, o relatório é da Lider DPVAT. Ao fazer isso o presidente prejudicou milhões de pessoas que, vítimas de acidentes automobilísticos, eram minimamente amparadas pelo seguro, sem burocracia e sem intermediação de terceiros, só quem já precisou fazer uso, sabe a diferença que faz. São picuinhas pessoais como essa, que tem inviabilizado o governo do presidente, associado é claro as suas escolhas terríveis de auxiliares. O que nós antecipamos em nossa reportagem de ontem, é o assunto de hoje em todas as rodas. O clima entre os dois já era tão insuportável que Jair Bolsonaro oficializou na tarde de ontem(12) sua saída do PSL e anunciou que pretende criar um novo partido que deverá chamar Aliança pelo Brasil. Flávio Bolsonaro deixa também a legenda, e outros filiados do PSL aguardam a criação da nova sigla para fazerem a transição. O Tribunal Superior Eleitoral determina que para criação de uma nova legenda 500 mil assinaturas, que segundo os advogados de Bolsonaro, já terão conseguido até março de 2020. A expectativa é que o novo partido já possa lançar candidatos  para as eleições municipais. O que objetivamente é muito difícil, o processo costuma ser lento. Conseguir 500 mil assinaturas de eleitores comprovados, enviar essas assinaturas ao TSE, que terá que confirmar e validar todas elas, esse processo podera ser mais agil para os eleitores que ja se recadastraram, para os que não o fizeram certamente terá que ser feito via TRE. Alem disso com essa iniciativa o presidente, segundo analistas políticos, vai estar ferindo de morte os projetos econômicos de Paulo Guedes. Isso só vem ampliar o que todos (sem exceção) já sabem, a incapacidade de governo do presidente. Em 20 anos de carreira política, Jair Bolsonaro, deve ter batido mais um recorde, o de político que mais trocou de partido, já passou por oito partidos políticos. Nesta ordem: PDC, PPR, PP, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL. Mais dois e ele vestira  a camisa 10.