Até aqui nos ajudou o Senhor

Inquérito da Backer completa 33 dias e ainda não se apurou se erro ou sabotagem

05/02/2020

O inquérito que apura os casos de intoxicação por dietilenoglicol, envolvendo a cervejaria Backer de Belo Horizonte - MG, já se arrasta por 33 dias, os delegados responsáveis pelo caso dizem que ainda não é possível afirmar se foi um erro ou sabotagem. As garrafas recolhidas na indústria foram enviadas a laboratório em Brasília, que atestou que os recipientes estavam lacrados e descartaram violação. Somente depois desse teste, as garrafas foram analisados pela perícia técnica da PC, com a constatação dos dois agentes químicos na bebida. Um delas tinha o rótulo "Capixaba", que é a variação da marca distribuída para o Espírito Santo. a corporação confirmou que a perícia encontrou monoetilenoglicol e dietilenoglicol em elementos da produção da cerveja, em pontos de venda da bebida e também em garrafas (lacradas) que estavam em posse de consumidores. A perícia constatou mono e dietilenoglicol no tanque de Chiller, equipamento usado na refrigeração da bebida em uma das etapas de produção. O número de óbitos em decorrência de síndrome nefroneural associada a intoxicação por dietilenoglicol, continuam subindo, agora já são seis os óbitos suspeitos. A maior parte dos casos investigados, 22 no total, se concentra em Belo Horizonte. Mas a distribuição geográfica por município de residência do paciente inclui ainda registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, Ribeirão das Neves, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa. As investigações continuam e até uma Força-tarefa de autoridades da saúde, sanitárias e policiais foi montada e está a cargo das investigações. Por enquanto a Backer continua com suas operações suspensa e o consumo de qualquer marca que fabrique com restrição de consumo.