Ministro Guedes coloca todos em um mesmo saco e chama trabalhadores servidores públicos de parasitas

09/02/2020

As escolhas equivocadas do presidente vão levá-lo a derrota, ao continuar como está, pode até concluir esse mandato (sem dúvida), mais põe fim aos sonhos de uma reeleição. Na última sexta-feira(7) o ministro Paulo Guedes ao se pronunciar em um evento realizado na Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, generalizou de forma inconveniente os servidores públicos comparando-os com parasitas. Ao final faz uma constatação mais clara e cristalina que nem precisava da sua genialidade para a conclusão. 88% das pessoas são a favor da demissão no funcionalismo público. A muito gerou na população a ideia errada da estabilidade do servidor público. Em razão dos rumores de uma PEC, que define o fim da uma ação de um ministro que já definiu que não tem interesse em atender os interesses dos mais pobres. Dizer que o dinheiro não chega ao povo por culpa do servidor é o mesmo que já disse que o rombo(?) da previdência e culpa dos aposentados. É claro que todos nós somos a favor da demissão do mal funcionário, então FiqueDeOlho, Estabilidade não protege o servidor ineficiente, que entrega à sociedade desempenho abaixo do esperado "Além da possibilidade de enquadramento em algum tipo administrativo infracional que determine o início de processo para apuração e eventual demissão, há previsão específica de perda do cargo mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, assegurada ampla defesa (art.41, §1º, III da CF). O problema é que essa avaliação periódica de desempenho deverá ser tratada por lei complementar e que o Legislativo não se dedica ao assunto desde 1998, época de promulgação da Emenda Constitucional nº 19. A culpa não é da estabilidade, mas do descaso do Congresso Nacional" https://www.conjur.com.br/2019-out-31/interesse-publico-estabilidade-servidores-publicos-nao-privilegio. A estabilidade não é um privilégio que garanta ao servidor ser ineficiente nas suas atividades ela é um instrumento instituído para garantir a impessoalidade no serviço público e impedir a influência política nas decisões deste servidor, sob ameaça de represália ou consequência negativas. Não é verdade portanto que a PEC que quer acabar com a estabilidade esteja visando o bem estar do cidadão, mais parece estar querendo controlar ainda mais o serviço público.