Remendo novo em pano velho

24/06/2020

E a verdadeira história do remendo novo em pano velho, depois da repercussão da exoneração do ex-ministro da Educaçã, horas após ter chegado a Miami, o presidente resolveu piorar as coisa e retificou a data da exoneração. A nova publicação no DOU de ontem (23), afirma que a exoneração ocorreu no dia 19 de junho e não no dia 20 como foi anunciado pelo presidente. Esse remendo só aumenta a suspeita de que houve uma falsificação proposital com o objetivo de permitir a fuga de Weintraub e sua entrada nos EUA com utilização indevida no passaporte diplomático. Ao mudar da data da exoneração do ex-ministro, o presidente acena que ele tenha cometido um novo crime tipificado do CP no artigo 299 (Falsidade Ideológica), pois não sendo mais ministro de estado, fez uso de documento exclusivo a essa função, o remendo ainda é pior. De acordo com fontes do governo o ex-ministro espera a confirmação de sua indicação a um cargo de direção do Banco Mundial, o que pode não acontecer. O ministro Paulo Guedes já detectou resistência ao nome de Abraham Weintraub e já sinalizou que não fará esforços para elegê-lo. Três dos oito países que integram o consórcio a que faz parte o Brasil, resistiu o nome de Weintraub, um quarto país declarou que não simpatiza mais ainda não abriu negociações. A má reputação do ex-ministro e seu principal obstáculo, ele é visto como um profissional sem perspectiva. Pesa contra ele sua dispensa do Banco Votorantim por resultados insatisfatórios. Embalado na expansão de crédito dos primeiros anos do governo Lula, Weintraub parecia que teria uma carreira promissora. Só que quatro anos depois veio a turbulência no mercado financeiro, e Weintraub mostrou sua verdadeira incapacidade de gestão. Em 2009 o banco só não quebrou por causa de venda de 49% da instituição para o Banco do Brasil. Obviamente Weintraub não pode ser culpado por essa má gerência, mais por resultados insatisfatórios sim.