Delegada do caso da contaminação  indicia três servidoras da escola e remete conclusões ao MP

11/12/2019
Foto Divulgação/Delegada Ione Barbosa - Foto Sandra Zanella
Foto Divulgação/Delegada Ione Barbosa - Foto Sandra Zanella

O caso de suspeita de contaminação ocorrida na Escola Municipal Arllete Bastos de Magalhães, durante uma Feira de Ciências em novembro, foi concluído na última segunda-feira (9). Após 10 dias de trabalho, a delegada da 4ª Delegacia encarregada do caso Dra. Ione Barbosa, encaminhou ao Ministério Público as conclusões das investigações. De acordo com os resultados apurados, uma professora de ciências, de 54 anos, a coordenadora pedagógica, 57, e a diretora, 54, foram indiciadas pela Polícia Civil no inquérito que apurou o compartilhamento de agulhas por crianças, adolescentes e adultos durante teste de glicemia. Para a delegada as três mulheres cometeram o crime previsto no artigo 132 do Código Penal, de "expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente". A pena prevista é de detenção, de três meses a um ano. De acordo com a delegada Ione Barbosa os motivos de não ter responsabilizado os estudantes que teriam levado à os equipamentos necessários para realizar os testes de glicemia durante a feira. "Foi porque, entendemos que eles fizeram o que foi determinado pela professora. Como são, de certa forma, inimputáveis, eles não teriam essa responsabilidade", disse a autoridade policial. "Já a professora tinha o dever legal, como garantidora. Houve enfim uma omissão". Embora a perícia técnica aponte para um número de 47 pessoas fazendo o teste, com base na contagem efetivada através das imagens das câmeras de segurança. 84 pessoas compareceram ao HPS e ao Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), no Morro da Glória, em busca do coquetel de medicamentos indicado como medida de Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP), fizeram o teste viral antes de receberem os remédios, e todos os exames deram negativo. Outras análises de sangue serão realizadas ao fim do tratamento de quatro semanas e repetidas três meses após a data inicial. Esperamos que este resultado negativo prevaleça, e que tudo não passe de um grande susto e sirva de alerta a comunidade. Nossos parabéns a equipe da Policia Civil, pela celeridade com que concluíram as investigações.