Futura secretaria de cultura, defende o filme Bruna Surfistinha

29/01/2020

Nem mesmo assumiu a pasta da Secretaria Especial da Cultura, e a atriz Regina Duarte pode conflitar com seu chefe. O presidente afirmou várias vezes que não pode admitir que "filme pornô" seja financiado com dinheiro público, a mesma opinião do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Durante uma reunião em Brasília na semana passado a atriz divergiu dessa opinião ao afirmar que o filme tem classificação indicativa e que a prostituição é a profissão mais antiga do mundo. O filme conta a história da empresária Raquel Pacheco, que usava o nome de Bruna Surfistinha quando fazia programa. Sobre a posição do presidente e do ministro ela diz "Essa é mais uma infeliz declaração do Bolsonaro, eu digo que ele, antes de fazer juízo de valor sobre os outros, deveria cuidar da moral da própria família. E ainda do nosso país. Afinal, ele está cuidando demais do que não precisa e fazendo pouco o dever dele principal: que é ser presidente". De acordo com a atriz Deborah Secco que interpretou a ex-garota de programa no filme, a proposta do filme era retratar uma história real não só da Raquel, mas de outras milhares de mulheres que se encontram nessa situação, fazendo um amplo debate sobre esse problema. Quem vai mudar de ideia primeiro?