Ministro questiona bravata do presidente

12/02/2020

Nem o ministro da Economia Paulo Guedes, pode manter a bravata do presidente. Em reunião com governadores ontem(11) ele disse que a ideia do presidente de redução de impostos sobre o combustível, depende em primeiro momento de reformas e é um plano de médio a longo prazo. Num momento delicado da economia como esse tanto União quanto Estados não podem abrir mão de receitas. O ministro passou essa mensagem no Fórum de Governadores em Brasília após ele ser chamado a participar do encontro, inicialmente ele não seria convidado a falar, mas depois da polêmica criada pelo presidente ao garantir que zeraria tributos federais sobre combustíveis caso os governos estaduais fizessem o mesmo com o ICMS. A interpretação de Paulo Guedes seria importante, segundo ele "ninguém pode abrir mão de receita imediatamente, você só tem condição de fazer uma redução da carga tributária se houver substituição tributária". Segundo Renato Casagrande governador do Espírito Santo, essa substituição pode ser possível, num horizonte mais longo, com o fortalecimento de Estados e municípios via pacto federativo e com a aprovação da reforma tributária. O governador do DF Ibaneis Rocha, disse que os governadores avaliaram que a fala de Bolsonaro foi irresponsável ao tentar jogar a sociedade contra os governos estaduais. Como ele próprio [o presidente] já declarou inúmeras vezes que não entende nada de economia (nem de nada), e nessa questão tributária, por ser uma questão tão séria. ele deveria ter reunido primeiramente sua equipe econômica antes de entrar num debate tão criminoso como esse, que é o debate de quebrar todos os Estados, inclusive a Federação, prejudicando aqueles que são mais pobres", afirmou Ibaneis.