Até aqui nos ajudou o Senhor

Quanto ainda falta para a administração federal chegar a ter um energúmeno como esse?

19/12/2019

Não é difícil entender porque o presidente Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub, destilam tanto ódio contra o educador Paulo Freire. Mesmo que ambos não sejam de acordo com suas práticas educadora, estudada e admirada mundo afora.Isso não os dá o direito a agressão gratuita, Paulo Freire é o patrono da Educação Brasileira. Título que a deputada federal Caroline de Toni protocolou PL para tentar revogar, atendendo o desejo do mito. A deputada que se elegeu na carona de Bolsonaro, já que sua primeira incursão na política só lhe rendeu a suplência na câmara de vereadores do seu município, Chapecó SC.

Não sei porque lembrei de uma dupla na Escolinha do Professor Raimundo, Mari Alexandre e Paulo Cintura "ela é tão bonitinha, é tão lindinha, mas é tão burrinha" 

 A Ilustre deputada deveria antes de propor uma PL como essa, gastar um pouco de tempo para analisar um currículo como este

- 35 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades da Europa e das Américas;

- Prêmio King Baudouin International Development, em 1980 UNESCO de Educação pela Paz em 1986;

- Autor do "único" livro brasileiro a constar na lista de 100 livros mais lidos por universidades de língua inglesa (dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia) ;

- 3° pensador mais citado em trabalhos acadêmicos pelo mundo, perdendo apenas para os americanos Thomas Kuhn e Everett Rogers e ficando a frente de nomes como Michel Foucault e Karl Marx e anos luz à frente de seu professor Olavo de Carvalho, (em qual posição dessa lista, ele esta mesmo?).

Enfim, o plenário da Câmara dos Deputados, sem o seu voto, certamente, aprovou na terça-feira (17) uma Moção de Aplauso ao professor Paulo Freire, patrono da educação brasileira. A iniciativa foi da bancada do PSOL, através de seu líder Ivan Valente (SP), com o apoio de líderes partidários de várias matizes ideológicas. Em resposta a ofensa do presidente, o Senado também aprovou nesta terça-feira uma sessão especial em homenagem ao patrono da educação brasileira. Passados mais de 20 anos de seu desaparecimento físico: sua prática educadora fundada na troca, no diálogo, acolhedora de todas as singularidades, é um antídoto contra paixões totalitárias", diz trecho da moção aprovada. 

Se isso é ser energúmeno, quanto ainda falta para o governo chegar nesse patamar?