Presidente pretende fazer um afago de R$ 1.600 para os militares

30/06/2020

As negociações para a manutenção no poder no governo, está indo além do loteamento de cargos político e acordos com outras correntes políticas no congresso. Até porque a muito já dizíamos que seria impossível governar sem alianças. Entretanto essas garantias estão indo além de cargos. Mesmo anunciando um quadro de dificuldades econômicas e do crescimento da pobreza, o presidente vai aumentar os rendimentos de um grupo restrito de oficiais superiores das Forças Armadas. O benefício foi criado durante o governo FHC e é concedido a oficiais que fazem cursos de aperfeiçoamento ao longo da carreira. O valor do benefício era o mesmo de 2001 a 2018. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o privilégio para quem fez "curso de altos estudos", por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva. O Ministério da Defesa recusa-se a informar quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O afago aos militares desde de 2019, vai além, são pelo menos 2.900 militares com cargos em seu governo, e até a tão esperada reforma previdenciária foi mais branda para a categoria. Uma realidade triste é que enquanto milhões de trabalhadores perdem seus empregos ou tem suspensão e cortes de salários, outros tem negado o auxílio emergencial. Bolsonaro pretende beneficiar neste momento uma classe, com aproximadamente R$ 1.600 em seus salários que já não são baixos. As diferenças existem e nem dá pra dizer que a concessão seja ilegal, o momento e que é imoral.