Abertura do ano Judiciário e marcado por discursos com pedido de moderação e estabilidade

01/02/2022

O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), falou, nesta terça-feira, durante a sessão de abertura do ano judiciário, sobre os impactos de discursos de "nós contra eles" no ano eleitoral e pediu moderação e estabilidade. O ministro disse não haver mais espaço para violência contra as instituições públicas. "Este Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, concita os brasileiros para que o ano eleitoral seja marcado pela estabilidade e pela tolerância, porquanto não há mais espaços para ações contra o regime democrático e para violência contra as instituições públicas", afirmou. Ele ainda destacou. "Não obstante os dissensos da arena política, a democracia não comporta disputas baseadas no "nós contra eles"! Em verdade, todos os concidadãos brasileiros devem buscar o bem- estar da nação, imbuídos de espírito cívico e de valores republicanos". Fux ainda aproveitou para descrever o papel de um líder nesse momento critico, não só eleitoral como tambem pandêmico. "Com efeito, a conjuntura crítica iniciada em 2020 surgiu em um momento de profunda fragmentação social, de indesejável polarização política e cultural, de indiferença entre os diferentes e de déficit de diálogo social, é preciso que os lideres estejam atentos às transformações sociais, que sejam capazes de engajar ações coletivas, congregar pensamentos opostos e inspirar colaboração recíproca em pequena e grande escalas". Sobre o processo eleitoral Fux, declarou que Neste primeiro semestre, a Corte vai enfrentar temas ligados às eleições, como as federações partidárias e as propagandas na internet. Há ainda a previsão de que o fundo eleitoral seja analisado pelos ministros. "A resistência às tentativas de submeter essa Corte, calar a democracia e sufocar a liberdade de expressão foi o que nos permitiu chegar até aqui. Talvez seja este o ano mais importante desde 1988 para a nossa democracia. A realização das eleições exigirá vigilância incansável. Nenhum tipo de ameaça ao pleito, a seu resultado e ao eleito, colocará em risco a vontade soberana". O ministro Alexandre de Moraes será o próximo presidente do TSE e estará a frente das eleições 2022, ele já garantiu. "Os brasileiros podem confiar nas Instituições, na certeza de que, soberanamente, escolherão seus dirigentes nas eleições de 2022, com liberdade e sigilo do voto. Não serão admitidos atos contra a Democracia e o Estado de Direito, por configurar crimes comum e de responsabilidade".