Ano eleitoral vamos fazer media pra' geral pensam alguns políticos

10/02/2022

O governo federal, novamente, trabalha para alcançar ganhos políticos de uma questão. No domingo passado, o presidente ouviu queixas de alguns caminhoneiros a respeito de taxas cobradas pelos postos de gasolina para que caminhoneiros possam dormir nos pátios dos estabelecimentos. O presidente teria ligado para o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, sem sucesso. Passou então a ligar para o ministro da Justiça, Anderson Torres, para pedir uma solução, ele colocou a ligação no viva-voz para que os motoristas também pudessem ouvir e explicar a questão diretamente ao ministro. "Liguei para o ministro da Justiça para ver se é legal isso. Se não for, [pedi para] tomar as devidas providências. E buscar uma maneira de atender os caminhoneiros neste quesito também", disse o presidente. Ontem (09) o ministério da Justiça notificou os representantes dos revendedores de combustíveis sobre a cobrança de taxas, a notificação foi feita por meio da Senacom (Secretaria Nacional do Consumidor) e as entidades têm cinco dias para prestar esclarecimentos. A AbrilLivre (Associação Brasileira dos Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres), sem afirmar uma questão política, disse que o que o presidente fez, foi demonstrar mais uma vez "um grande desconhecimento sobre o tema e uma visão distorcida da política liberal". Antes de posar bem para as câmeras ele precisa entender que. "São os donos dos postos que investem em toda a infraestrutura necessária para garantir área de estacionamento, banheiro com ducha limpa e quente, refeitório para alimentação e, principalmente, segurança privada para o caminhão, sua carga e o próprio caminhoneiro", completou a nota da entidade. Seguramente são esses os postos que fazem essa cobrança, muitos outros pontos ainda podem ser utilizados gratuitamente, sem entretanto oferecer esses benefícios. Se existe a manutenção da taxa é porque muitos caminhoneiros entendem sua utilidade e preferem pagar pelo conforto oferecido. É a lei do mercado, se não houver quem utilize os serviços os postos deixaram de oferecê-los e a cobrança deixa de existir. Simples assim.