É ilegal é imoral e só a PGR não vê

25/01/2022

Agora é a ministra Rosa Weber. A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhou a PGR (Procuradoria Geral da República) uma "notícia-crime" apresentada contra o presidente e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pelo "provável cometimento do crime de prevaricação" pela demora em incluir as crianças de cinco a 11 anos entre as pessoas a serem vacinadas contra Covid-19. O pedido de abertura de investigação foi feito pelo senador Alessandro Vieira, a deputada Tábata Amaral e o secretário de Educação do município do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha. O despacho foi publicado na tarde de ontem (24) pede a análise do procurador-geral Augusto Aras, a quem "cabe a formação da opinio delicti em ações penais de competência desta Suprema Corte, para manifestação no prazo regimental". O pedido havia sido encaminhado ao STF no dia 23 de dezembro e segundo os autores, as condutas do presidente e do ministro Queiroga "potencialmente configuram ações deliberadas e coordenadas para retardar a inclusão da vacina contra Covid-19 para crianças de cinco a onze anos no Plano Nacional de Imunização, impondo obstáculos que geram o atraso na definição da estratégia de campanha de vacinação, logística, aquisição, distribuição e monitoramento do processo como um todo". Os autores ainda lembram que em sua live semanal, o presidente lançou novamente suspeitas sobre a vacinação e intimidou os servidores da Anvisa, afirmando que queria divulgar os nomes dos integrantes da agência que aprovaram a utilização da vacina da Pfizer em crianças. Segundo ele, "pedi a lista de forma "extra-oficial" para que "todos tomem conhecimento" dos nomes dos técnicos responsáveis pela aprovação", após essas declarações os servidores da Anvisa voltaram a receber ameaças, pessoais e ligadas às suas famílias. Pode ser que algo diferente ocorra, mais e quase certo que o PGR não veja nada ilegal ou mesmo imoral na conduta dos denunciados.