É inacreditável mas programa econômico equivocado leva pobreza agora a classe-media alta

30/01/2022

Os números de uma projeção da FGV (Fundação Getúlio Vargas), apontam que entre agosto de 2020 e fevereiro de 2021, cerca de 17,7 milhões de pessoas voltaram à situação de pobreza no país. Essa crise desde março de 2021 vem se aproximando lentamente e começou a afetar com maior força a renda do trabalho da classe média-alta nas regiões metropolitanas do Brasil. É o que indica a sexta edição do Boletim Desigualdade nas Metrópoles. O estudo mostra que a renda domiciliar per capita do trabalho dos 10% mais ricos caiu para R$ 6.411, em média, no terceiro trimestre de 2021. O valor é 8% menor do que o verificado em igual trimestre de 2020 (R$ 6.967) nas regiões metropolitanas. Os dados se refletem a uma combinação de fraqueza da atividade econômica e escalada da inflação, com o aumento dos preços dos alimentos, energia elétrica e principalmente combustível. A pesquisa foi realizada em parceria entre PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Observatório das Metrópoles e RedODSAL (Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina). Ela aponta que, entre os 10% mais ricos não se concentram apenas os super ricos, mas estão incluídos também a classe média-alta, que inclui famílias com rendimento domiciliar per capita acima de R$ 3.100 nas metrópoles, de acordo com os responsáveis pela pesquisa. Entre os possíveis integrantes desse grupo podem estar, profissionais liberais e empresários de pequeno porte.