Até aqui nos ajudou o Senhor

Ministro é reincidente em vazar provas , outra denuncia do site The Intecept e da Folha de São Paulo

08/07/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

Ao que parece vazar conteúdo de dados sob sigilo de justiça é um ato comum na operação lava jato e mais comum para o ministro Moro. E muito triste concluir que uma operação que tem em seu escopo a primazia de uma luta séria contra a corrupção e os corruptos, esteja às portas de escorrer por água abaixo. As novas mensagens divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo e pelo site The Intercept Brasil, mostram uma suposta discussão para tornar públicos crimes de suborno da Odebrecht na Venezuela, Segundo a reportagem publicada hoje pelos dois veículos, a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba 'supostamente' tinham o objetivo de favorecer a oposição na Venezuela e "contribuir na luta contra a injustiça", vazando informações envolvendo a corrupção dos governos de Hugo Chávez e seu herdeiro político, Nicolas Maduro. o fato é que, as informações reveladas pela delação estavam mantidas em sigilo por ordem do Supremo Tribunal federal (STF), curiosamente depois de uma visita da ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Días, opositora de Maduro em 2017, surgiu uma publicação em seu site de um vídeo em que um ex-diretor da Odebrecht diz em depoimento aqui no Brasil, que financiou campanhas em eleições na Venezuela. Nas imagens, Euzenando Prazeres de Azevedo, que foi presidente de Odebrecht na Venezuela, confirma ter bancado a campanha do dirigente chavista Diosdado Cabello (PSUV, partido de Chávez e Maduro). Após a publicação de Ortega, a Odebrecht entrou com uma reclamação no STF para impedir a divulgação de mais informações da delação premiada que estavam sob sigilo. A defesa da empreiteira argumentou que o vazamento contrariava a decisão do ministro do STF Edson Fachin, que assegurou o sigilo de documentos derivados da colaboração premiada. Esta é sem dúvida mais uma situação que o ministro não irá se lembrar ou não reconhecer a autenticidade de mensagem. Mas contra os fatos (autênticos ou não), nem o ex juiz agora ministro, nem os promotores da lava jato, tem argumento.