Até aqui nos ajudou o Senhor

Jornalista que denunciou o "Dia do Fogo" sofre ameaças no Pará

30/08/2019
Foto Divulgação/Adecio Piran Twitter
Foto Divulgação/Adecio Piran Twitter

Adécio Piran, 56 anos jornalista, proprietário do jornal Folha do Progresso no sudeste do Pará, foi o colega responsável em trazer a público as denúncias do protesto rural que ficou conhecido por "Dia do Fogo", esta semana o jornalista sofreu uma série de ataques via whatsapp e também por panfletos impressos distribuídos na cidade de Novo Progresso. O panfleto traz uma foto montada de Adécio, na qual ele aparece de chapéu, com o símbolo da cifra do dólar no óculos preto, uma imagem de incêndio ao fundo e a frase: "Mentiroso, Estelionatário e Trambiqueiro". O jornalista Adecio Piran revelou que sua situação de segurança estava difícil. Ele contou que nasceu em Novo Progresso e trabalha como jornalista há 20 anos, mesmo tempo que tem o veículo. "É ameaça geral aqui. São de pessoas que não aceitam a verdade e que, de uma forma ou outra, atacam para se esconder dos atos praticados", disse ele sobre os panfletos distribuídos em Novo Progresso. Segundo o jornalistas seu veículo não recebe recursos de outras fontes que não seja seus anunciantes, que também estão sendo ameaçados e coagidos a tirarem suas publicidades do jornal. O jornalista registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Unidade Polícia Civil da cidade, no documento, o jornalista disse que é alvo de difamação, calúnia e ameaça por parte de grupos denominados de "Direita Unida Renovada" e "Caneta Desesquerdizado", ativos na rede social WhatsApp. Também responsabilizou Donizete Severino Duarte, que seria administrador do "Direita Unida Renovada", em Novo Progresso, como um dos autores das ameaças. Segundo a organização não-governamental de direitos humanos Artigo 19, a violência contra jornalistas aumentou nos últimos anos no Brasil. De janeiro até o mês de agosto de 2019, foram 26 ameaças, 1 sequestro, 4 tentativas de homicídio e 4 assassinatos. As principais vítimas foram jornalistas (17 profissionais). Em todo ano de 2018 foram 35 ameaças, mesmo número de 2012 e 2015.