O importante é ter critério nas liberações

04/10/2019

Tem veneno novo por ai! O Ministério da Agricultura aprovou nesta quinta-feira, 3, o registro de 6 novos agrotóxicos, 41 genéricos - cujo princípio ativo já existia no mercado e teve a patente expirada - e 10 defensivos biológicos e orgânicos. Desde o início do ano, o total de registros concedidos chega a 382, informou a pasta em nota. O aprovação foi publicada no Diário Oficial da União, por meio do Ato nº 70, de 2/10/2019. A reportagem é do jornal Estado de S.Paulo. O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos. Isso porque as empresas que desenvolvem agrotóxicos só podem registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco à saúde menor ou igual do que os que já estão no mercado. Brasil usa 500 mil toneladas de agrotóxicos por ano, mas quantidade pode ser reduzida. A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos. Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos "piratas", mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno. Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja. O que preocupa na provação de alguns produtos, e o fato deles não serem aceitos na maioria dos casos pela UE e pelo EUA

Novos agrotóxicos

Substância   Tipo de uso    Risco de Intoxicação    Situação na UE    Situação nos EUA

         Dinotefural    Inseticida      Extremamente tóxico     Sem registro    Autorizado (em revisão)

Fonte: Ministério da Agricultura, EFSA e EPA

Todos sabemos as dificuldade enfrentadas pelos produtores rurais no país , e todos os projetos que envolvam, ajudá-los a baixar os custos de produção são bem vindos. Mais com critérios muito bem definidos.