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Marcha de oleo tem ponto de partida para as investigações

13/10/2019
Foto Divulgação/Arquivo Uol
Foto Divulgação/Arquivo Uol

A Universidade Federal de Sergipe, analisou o óleo no interior de barris encontrados no litoral do estado, e descobriu que o conteúdo é o mesmo petróleo cru de origem ainda desconhecida que atingiram as praias do nordeste desde o início do mês passado. Segundo informações, esta descoberta contradiz a Marinha do Brasil em sua declaração de que não se tratava do mesmo óleo. O ministro Salles tem declarado que análises mostram o material das manchas é de origem venezuelana. De forma natural esta declaração é geograficamente nada plausível, daí resta somente a hipótese de derrame criminoso. As análises da UFS determinam que tanto a marcha como o conteúdo dos barris é o mesmo tipo de material. Os barris encontrados em Sergipe que caíram ou foram jogados de alguma embarcação tem a inscrição "Argina S3 30" um lubrificante da Shell. Além da etiqueta que poderia identificar a fonte do produto, outras indicam que a última vez que os barris foram utilizados nos transporte do lubrificante foi em 17 fevereiro de 2019, e todas as etiquetas são da multinacional de petróleo. Duas inscrições feitas a mão, também podem ser lidas nos barris a palavra "ekata" sem tradução para o nosso idioma e a expressão "dirty bilge", em tradução livre "porão sujo" expressão utilizada para caracterizar o acúmulo de água suja nos porões dos navios em geral contaminadas por resíduos de por óleos da casa das máquinas. É um início de um ponto de partida em uma investigação que não tinha nada e hora de ouvir a Shell.