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Operação bem sucedida da Policia Militar desmantela esquema de derrame de notas falsas no comercio de Juiz de Fora

07/09/2019
Foto Divulgação/Arquivo PM1
Foto Divulgação/Arquivo PM1

A Polícia Militar em Juiz de Fora desmantelou um esquema de derrame de notas falsas. A ação foi desencadeada na noite de terça-feira (3), após um rapaz de 26 anos, ser flagrado na direção de um veículo em atitude suspeita já que dirigia com os faróis apagados e demonstrar nervosismo com a aproximação policial, no Bairro Industrial Zona Norte. Durante buscas no veículo, foi encontrado um envelope na porta esquerda contendo R$ 960 em cédulas falsas, cuidadosamente embaladas em plástico bolha. As notas não apresentavam algumas marcas de segurança, sendo a fraude logo detectada. Ele teria admitido fazer parte de uma quadrilha, e sua função seria a de distribuir o dinheiro falsificado na cidade. Ele também receberia o pagamento, que seria repassado a duas mulheres, "representantes da organização". Segundo levantamento da PM só na última remessa teriam sido despejados no município R$ 5 mil em notas fabricadas de forma criminosa. Esta ato criminoso é bastante comum a partir deste mês, até o final do ano quando os comerciantes em razão do aumento das vendas começam a ficar mais desatentos com esta questão. De posse das informações fornecidas pelo rapaz os militares seguiram a residência das mulheres uma casa no Jardim Natal, elas seriam responsáveis por repassar pelo aplicativo as ordens e os endereços de entrega, foram localizadas em e também presas em flagrante. Durante as diligências, coordenadas pelas equipes do Tático Móvel e do setor de Inteligência da PM, a mulher mais jovem (27), que estaria aguardando o motorista na porta da residência para receber o dinheiro, teria tentado correr para o interior do imóvel diante da presença da polícia, mas acabou detida junto com sua esposa (30). Ambas confessaram fazer parte da organização. Além de notas falsas, na residência das suspeitas os policiais encontraram também dois pés de maconha e uma grande quantidade de papéis queimados, que pareciam se tratar de comprovantes bancários. Os comprovantes seriam metodicamente queimados para não deixar rastro. Os contatos com o intermediário seriam feitos por meio de grupos especializados na fraude criados no WhatsApp. Como os suspeitos declararam que os entorpecentes seriam para consumo próprio, todos foram enquadrados como usuários e responderão pelo delito no Juizado Especial Criminal. Já em relação às notas falsas, os três receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados para Delegacia da Polícia Federal, responsável pelo investigação desse tipo de crime.