Até aqui nos ajudou o Senhor

O nome é o que menos importa, Minha casa minha vida de cara nova de nome novo. Importante é não parar!

15/09/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

Primeiro o 'Mais Médico' virou, Médicos pelo Brasil. Agora o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou que o programa Minha Casa Minha Vida "não deixará de existir, mas será repaginado" (e certamente rebatizado.) Segundo o ministro, a nova proposta do programa será entregue ao presidente Jair Bolsonaro até o final de novembro e deverá ser anunciada em dezembro. O objetivo é "alocar recursos onde mais se precisa e para quem mais precisa", disse o ministro. Canuto adiantou que atualmente existem 222 mil unidades do programa Minha Casa Minha Vida em construção no país, que vão demandar R$ 2,1 bilhões de aportes. Canuto disse que haverá recursos para manter o que está em construção e, provavelmente, construir novas unidades ou retomar as obras que estão paralisadas. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que, em cerca de um mês, R$ 450 milhões em crédito imobiliário indexado ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já foram contratados pela nova linha de financiamento que é oferecida pelo banco público. "Foi muito mais rápido do que eu imaginava", disse Guimarães. Nesta sexta-feira na 2ª edição do Fórum Brasileiro das Incorporadoras, promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa disse, à crise econômica do setor de construção no país só não foi pior por causa do programa Minha Casa Minha Vida. '[É] um dos poucos programas públicos que trouxeram alguns bons resultados" nos últimos meses, disse o secretário. "Foi um programa que ajudou para que essa queda não fosse ainda maior, mas que não é solução de longo prazo para a economia brasileira", afirmou. "Quando falamos no futuro da construção brasileira, ele passa necessariamente por mecanismos privados de financiamento e por ambiente regulatório mais simples",acrescentou.