Até aqui nos ajudou o Senhor

Como nasce uma Ditadura?

19/09/2019

A história é prova, uma ditadura sempre começa quando os jornalistas são impedidos de exercer livremente seu trabalho. Esta semana (17), colegas sofreram uma proibição por parte do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de entrarem com celulares, gravadores e câmeras de filmagem em evento do qual foi um dos palestrantes nesta terça-feira, no Palácio Tangará, em São Paulo o "The Offshore Alert Conference Brazil". Onde o ministro foi convidado a falar sobre lavagem de dinheiro. Onde só poderiam entrar apenas com "com papel e caneta nas mãos". Para nós da antiga, pouca ou nenhuma diferença isso faz, mas para os novos profissionais acostumados com as novas tecnologias... Estranho isso vir do ministro Moro, que tanto se utilizou da imprensa para espetacularizar sua "Operação Lava Jato" e criar a imagem do super juiz. Rei morto, rei posto, assim vive o ministro atualmente, desde as revelações das mensagens publicadas pelo The Intercept Brasil. De uma hora para outra, viu sua categoria de Super Ministro cair para um entregador de recado do presidente, que disse e repete a todo o instante ser 'ele' o presidente, e não o ministro que manda. No caso especial da Polícia Federal . Estas declarações têm colocado os dois em rota de colisão. O presidente queria a saída do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo (indicado de Moro), que seria substituído pelo delegado Anderson Gustavo Torres (que tem a simpatia do clã bolsonaro). Um assunto que foi postergado mais não encerrado. Em uma nota oficial a respeito do evento o ministro disse "não houve proibição à entrada de jornalistas com celulares e gravadores no evento, tratando-se apenas de uma falha de comunicação. A restrição era apenas para filmagem".