Até aqui nos ajudou o Senhor

Síndrome de Estocolmo

30/07/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

Um famoso assalto em Estocolmo que durou seis dias em agosto de 1973, fez com que o psicólogo criminal Nils Bejerot cunhasse o termo "Síndrome de Estocolmo" Depois destes dias, as vítimas continuavam a defender seus raptores mesmo após os seis dias de prisão física terem terminado e mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram, criando um vínculo quase que afetivo entre, sequestradores e sequestrados. O Termo foi então adotado por muitos psicólogos forenses no mundo todo. Me parece que boa parte dos brasileiros tem sofrido desta síndrome nos últimos meses, ou não temos outra explicação para vermos brasileiros de todas as classes sociais defendendo seu maior opressor no momento. É bom lembrar que quatro em cada dez brasileiros dizem que o presidente não fez nada que mereça destaque. 39% ao serem questionados sobre o que ele teria feito de melhor disseram 'NADA'. O que temos até agora é um arremedo de presidente, arrogante, sem educação, despreparado. Seu despreparo e latente em todas das medidas que já tomou até agora, teve que recuar em pelo menos 40% delas, arrogante quando não reconhece suas limitações ao cargo e o pior de todos, sua completa falta de educação um completo mal educado em todo conceito da palavra. [Que não possui educação; malcriado, grosseiro. significa ou expressa falta de respeito e grosseria.] Em mais umas de suas nefasta aparição o presidente mais uma vez abre a boca para despejar um caminhão de bobagens. "Eu estou achando que, no meu entender, ele (o jornalista Glenn Greenwald) cometeu um crime porque em outro país ele estaria já numa outra situação. Espero que a Polícia Federal chegue, ligue realmente todos os pontos. No meu entender isso teve transações pecuniárias. E pelo que tudo indica a intenção é sempre atingir a Lava Jato, atingir o [ministro] Sérgio Moro, a minha pessoa, tentar me desqualificar e desgastar. Invasão de telefone é crime, ponto final", disse Bolsonaro. É cômico ele dizer no meu entender (acho)... o que ele pensa que entende, para contradizer alguns dos principais juristas do país e do exterior, que dizem que não há crime nas ações de Glenn Greenwald e do site The Intercept Brasil. Mas cômico ainda quando ele diz "Não pode se escudar 'sou jornalista'. Jornalista tem que fazer seu trabalho. Preservar o sigilo da fonte, tudo bem, agora uma origem criminosa o cara vai preservar o crime invadindo a República? Desgastando o nome do Brasil lá fora inclusive?" Me desculpe Sr. presidente mas até hoje, o senhor não tem precisado de ninguém para fazer este serviço, desgastar o nome do Brasil no exterior tem sido sua principal tarefa de governo até o momento, dos gritos de mito a VTNC em tão pouco tempo. Estamos diante de um governo que mente descaradamente para o seus governados, pelo simples prazer de mentir. Para tentar justificar um declaração de apoio ao trabalho infantil ele diz "Trabalhando com nove, dez anos de idade na fazenda, eu não fui prejudicado em nada. Quando um moleque de nove, dez anos vai trabalhar em algum lugar, tá cheio de gente aí 'trabalho escravo, não sei o que, trabalho infantil'." Em uma entrevista concedida à revista Crescer em 2015, o irmão do presidente, capitão da reserva do Exército Renato Antonio Bolsonaro, afirmou que ele e os irmãos nunca tiveram que trabalhar quando pequenos. Ao comentar sobre o relacionamento dos filhos com o pai, que lhes incutiu uma educação rigorosa, Renato disse que ele "(...) nunca deixou nenhum filho trabalhar, porque achava que filho tinha que estudar". Será que foram criados por famílias diferentes?