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Bloqueio da linha não inibe os roubos, seria necessário o bloqueio de todas as funções do aparelho

01/08/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

Se você já teve seu celular furtado ou roubado, sabe da ineficiência do bloqueio do aparelho após o furto. Uma pesquisa do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) aponta que, apesar de o usuário solicitar o serviço nas operadoras ou na Polícia Civil, o telefone ainda pode ser usado. Por causa disso uma outra análise aponta que em 2018, 60% dos latrocínios registrados no DF tiveram o smartphone como alvo. Atualmente o bloqueio do celular traz uma pequena proteção aos dados do dono do aparelho e sobre a relação cobranças indevidas. Mas os aparelhos continuam em pleno funcionamento desativando apenas o número. Se tivéssemos um bloqueio eficiente dos telefones, teríamos uma redução de roubos, porque restringiria a venda irregular", afirma Sérgio Kern, diretor da Sinditelebrasil. Através do bloqueio do Imei do aparelho a linha fica inoperante , mas outras funções permanecem ativas. Vemos como imediata a necessidade de um reforço da segurança dos aparelhos, seria interessante que todas as funções se tornar inoperante . Atualmente a clonagem e a adulteração do Imei é feita de forma fácil, permitindo que o celular continue no mercado", ressalta Sérgio. Mesmo assim, ter em mãos o código Imei é importante, geralmente, o código fica exposto na caixa do produto ou pode ser consultado pelo próprio celular: basta telefonar para *#06# que o número aparece na tela. De acordo com a pesquisa, quatro pontos para amenizar a situação poderiam ser implementados. Uma delas, maior fiscalização na comercialização de celulares usados, que ocorre praticamente de forma livre, principalmente na internet. Outras soluções abordadas pelo estudo são a melhoria no processo de fabricação para evitar adulteração do Imei, mais rigidez no processo de importação, celulares estrangeiros não têm registro na Anatel; e, principalmente, conscientizar a população sobre a compra de aparelhos de segunda mão, sem garantias de procedência.