Até aqui nos ajudou o Senhor

Mais um secretario na marca do pênalti

15/08/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

Uma declaração assustadora foi dada ontem (14) pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, "Pela primeira vez eu estou escutando com insistência de amigos meus muito próximos sugestão de mudança da PEC do teto de gastos. Alguns amigos meus falam que é muito dura, está inviabilizando setor público e que tem que tornar PEC mais flexível". Segundo Almeida uma flexibilização do teto que não fosse acompanhada de aumento da carga tributária, com eventual permissão para mais gastos implicaria alongamento da sequência de déficits primários, o que pode ser perigoso se o cenário de juros mudar. Por isso, fez um apelo por maior controle dos gastos obrigatórios, que têm roubado espaço das despesas discricionárias em meio às limitações impostas pelo teto. Outro que coaduna com Almeida é o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente do Senado (IFI), Felipe Salto, ele avaliou que flexibilizar o teto seria "abrir a porta do inferno", representando um abandono daquilo que é, para ele, a única âncora fiscal do país. "A realidade dos fatos é que a gente tem um país que tributa muito, gasta muito, não tem capacidade de investimento e ainda tem ajuste fiscal a ser feito. A gente precisa ter isso em mente", completou Almeida. Existem profissionais de bom senso no poder público, mais se não leem na cartilha do governo, suas ideias e projetos nunca serão úteis.