Policia Militar apreende linha chilena em comércio de Juiz de Fora e aperta fiscalização

25/07/2019
Foto Divulgação/PMMG
Foto Divulgação/PMMG

De acordo com a A Lei Municipal 13.308/16 é proibido o comércio de linhas cortantes, oriundas da combinação entre cola de madeira, óxido de alumínio, silício e quartzo moído, conhecida por "linha chilena", em Juiz de Fora. A proibição da venda é amparada também pela Lei Federal 8.137/90, artigo 7º, inciso IX. Uma denúncia anônima levou uma equipe da 70ª Companhia, responsável pelo policiamento na região Leste da cidade, a um estabelecimento, na Rua Otávio Pereira Torres. A proprietária da mercearia, 56 anos, confirmou aos militares a prática, e disse que comercializa linha chilena e papagaios há cerca de cinco anos. Foram apreendidos 135 rolos do fio, sendo dez rolos de mil metros, 12 rolos de 500 metros, 103 rolos de 100 metros e dez rolos de 50 metros. Além dos carretéis, os policiais encontraram no local papagaios e máquinas. Por ser crime considerado de menor potencial ofensivo, a mulher não foi presa. Ela assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), comprometendo-se a comparecer no Juizado Especial Criminal em setembro deste ano. A apreensão só foi possível porque a própria comunidade denunciou a prática ilegal. Especialmente nesta época de férias o uso desta linha fica bastante comum na brincadeira de empinar papagaios. 

O caso é tão sério que. No último sábado (20), um garoto de 15 anos foi ferido enquanto andava na rua em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Ele teve que amputar a perna na quarta (24). A linha estava presa a um caminhão que passou pela rua, e o menino foi atingido na altura dos joelhos. No mesmo dia, um garoto, 11 anos, teve a perna cortada por linha chilena em uma praça de Visconde do Rio Branco.