Até aqui nos ajudou o Senhor

A velha politica, no Novo governo.

08/08/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

A velha política no Novo Governo... Com a promessa reafirmada de liberação de emendas parlamentares, a Câmara dos Deputados aprovou em segunda votação por 370 a 124 a proposta de emenda da reforma da previdência, já chancelada pelos deputados em julho. Antes da votação foi apresentada uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro, pedindo à Casa R$ 3,04 bilhões "para reforço de dotações constantes da Lei Orçamentária vigente". Não teve como não relacionar a este pedido, à promessa feita pelo chefe do Executivo, no primeiro turno da apuração dos votos, de liberar R$ 20 milhões em emendas para cada deputado que votasse a favor do texto. Alguns parlamentares ficaram com a impressão de que a iniciativa passava a imagem de uma negociação dos custos para aprovação da PEC. O líder do Podemos, José Nelto (GO), chegou a argumentar, a verba não será usada apenas para as emendas. "O governo tem dívidas em todos os ministérios, da Educação, da Saúde, da Infraestrutura. O país está paralisado, e o governo tem de funcionar, gerar riqueza, trabalho", ressaltou. "Acredito que seja para concluir as obras inacabadas no Brasil e também as emendas parlamentares. Emendas que farão o crescimento do Brasil." O certo é que os deputados contemplados com a liberação das emendas para votar a favor (da PEC) no primeiro turno, não sabem nem se ele vai cumprir", afirmou. Já que não são poucos os ditos e não ditos do governo. Deputados que votaram contra a reforma já sabem que seus estados vão ficar sem suas emendas, da mesma forma que os governos do nordeste estão ficando sem os recursos da região. Não vou negar nada para esses estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro. Caso contrário, eu não vou ter conversas com eles", disse o presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre os governadores do Nordeste. "Eu não posso admitir que governadores como o do Maranhão e da Paraíba façam 'politicalha' no tocante à minha pessoa", prosseguiu. "Eu não estou aqui para fazer média. Não estou aqui com colegas nordestinos para fazer média. Não existe essa história de preconceito. Agora, eu tenho preconceito com governador ladrão que não faz nada para o seu estado", disse o presidente. Enquanto o presidente fala de governadores que não fazem nada pelo seu estado uma pesquisa aponta o sentido contrário Para os parlamentares entrevistados, os governadores Flávio Dino, do Maranhão (o mais atacado pelo presidente), Rui Costa, da Bahia, e Wellington Dias, do Piauí, são, pela ordem, os três de melhor desempenho. Na sequência vêm Camilo Santana, do Ceará, Renato Casagrande, do Espírito Santo, e Paulo Câmara, de Pernambuco. Nenhum sequer do PSL.