Dados oficiais, Oficiais porque são reais

12/08/2019

Em junho passado o presidente Bolsonaro questionou a veracidade dos dados do Inpe sobre o desmatamento da amazônia, chamando-o de mentiroso. O então diretor do Inpe Ricardo Galvão, acabou sendo exonerado. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse também nesta terça os percentuais de desmatamento da Amazônia divulgados recentemente "são interpretações sensacionalistas e midiáticas" feitas por "aqueles que manipulam para criar factóides" e "conseguir mais doações das ONGs estrangeiras para os seus projetos pessoais". Entretanto mudanças podem ser feitas sem parar mas os números vão estar sempre ai. Os novos dados apontam que o desmatamento na Amazônia Legal, que inclui 9 estados, tiveram um aumento de 278% em julho, em comparação ao mesmo mês de 2018. Os dados são do Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Agora o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles diz que o governo pretende contratar uma empresa privada para o monitoramento a amazônia. Os dados atuais são analisados pelo "Deter" que usa imagens do satélite sino-brasileiro CBERS-4 e do sensor AWiFS. O Prodes usa imagens do satélite americano Landsat-5/TM; do satélite sino-brasileiro CBERS 4; e do satélite indiano IRS-2. De acordo com Galvão, independente de imagens de satélites e dados científicos, basta um sobrevoo na região que pode se ver a olho nu o desmatamento crescente. É verdade que um empresa contratada precisa atender os interesses do contratante, mais os dados estão lá a disposição do Brasil e isso não pode ser apagado.

Ainda por conta dos dados do desmatamento, a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Svenja Schulze, anunciou, em entrevista ao jornal "Tagesspiegel", a suspensão do financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade na Amazônia. Governo da Alemanha vai suspender doações para Amazônia. Ministério da Cooperação Econômica da Alemanha, já injetou até agora 55 milhões de euros (por volta de R$ 245 milhões) para o Fundo Amazônia. Além da Alemanha, a Noruega também contribuia para o fundo. Perguntado sobre estes cortes do investimento o presidente soltou mais uma de suas pérolas, "Investir? Ela não vai comprar a Amazônia. Vai deixar de comprar a prestação a Amazônia. Pode fazer bom uso dessa grana. O Brasil não precisa disso", declarou. Já foram investidos mais de R$ 400 milhões de reais e a suspensão vai atingir no primeiro momento repasses para projetos no valor de 35 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões). que não vai fazer falta presidente. tá brincando? O senhor tá correndo o pires com PLs e contingenciamentos diz que não faz falta.