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Ação contra o tráfico de drogas encontra artefato explosivo em casa em Juiz de Fora e Bope e acionado

31/08/2019
Foto Divulgação/Olavo Prazeres
Foto Divulgação/Olavo Prazeres

O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) sediado em Belo Horizonte, desembarcou no Aeroporto da serrinha por volta das 10h30 dia (29), para atender uma ocorrência com artefato explosivo em uma residência no Bairro Guaruá, Zona Sul de Juiz de Fora. Tudo começou com uma denuncia anônima que dava conta de uma distribuição em larga escala de entorpecentes que aconteceria no estacionamento de um supermercado na Zona Norte da cidade na altura do Bairro Industrial. Uma rápida operação foi montada e no local indicado, realmente encontraram um veículo com as características repassadas na denúncia. No interior do veículo foram abordados dois rapazes que receberam ordens para desembarcarem de mãos para o alto. Um jovem de 18 anos cumpriu de imediato a determinação e em revista pessoal os militares encontraram uma porção de maconha escondida na região da cintura. O outro jovem de 24 anos, estava com o filho de 2 anos ficou abaixado no interior do veículo, tentando se esconder dos policiais, a ação foi frustrada e ele também foi convidado a sair do carro com a criança no colo. No veículo a PM encontrou três tabletes de maconha. Na continuidade da ação os militares abordaram a mãe da criança de 21 anos que se encontrava no interior do mercado. Ainda no estacionamento o rapaz de 24 anos também recebeu voz de prisão por tentativa de suborno e desacato, ele teria oferecido o veículo que estavam em troca da liberação dos três envolvidos, com a negativa do comandante da operação, Tenente Fábio Almeida, o rapaz veio a desacatar os militares. O jovem de 18 anos foi ouvido e confessou ser o "guarda roupas" do bando, pessoa que se dispõe a armazenar as drogas. Diante da informação, os policiais seguiram até a casa dele, no São Pedro, Cidade Alta. Em um fundo falso na última gaveta do armário, a equipe encontrou uma sacola com quatro barras de maconha inteiras, outras seis cortadas ao meio e mais duas porções da substância. Também foram apreendidos seis celulares e um notebook. Em virtude da presença de uma criança os policiais antes de seguir a casa dos suspeitos que aparecia no celular do guarda roupa como patrão, seguiram a residência da avó materna para que ela ficasse responsável pelo neto. Dali a operação se deslocou a residência dos suspeitos no Guaruá, na residência do casal os policiais encontraram porções de maconha, caderno com a contabilidade do tráfico e uma nota de dez dólares, a busca contou o cão farejador Ayron de Lieudegarde, que localizou a maconha na boleia de um caminhão velho no quintal. Durante as buscas a mãe da suspeita que havia ficado responsável pelo neto, chegou ao local, muito alterada, falando ao celular "gritando que sua filha estava sendo ameaçada pelos policiais". Ela acabou também sendo presa por calúnia e por suspeita de ser a responsável pela organização financeira do tráfico. Para surpresa dos policiais, na residência também foi encontrado um artefato explosivo, em razão do perigo iminente o Tático Móvel isolou a área e acionou o Bope. O local só foi liberado na tarde de quinta (29) após a detonação do explosivo. Marcelo Portela Sargento da equipe do Bope, relatou que o artefato tratava-se de "um cartucho de munição explosiva, de aproximadamente 200g, incluindo o detonador pirotécnico, com potencial de destruição, de possível morte ou mutilação de membros". O artefato improvisado é comumente utilizado em ataques a caixas eletrônicos e a equipe especializada ressaltou o perigo que o explosivo representava para os moradores do imóvel e das imediações, devido ao seu alto potencial destrutivo. Por volta das 13h30, o Esquadrão Antibombas fez a detonação do explosivo no próprio terreno onde estava o artefato. O comando da equipe explicou a demora no procedimento devido à necessidade de aguardar a Perícia da Polícia Civil, que fica como responsável por se tratar de local de crime. "Normalmente, nós do Esquadrão Antibombas auxiliamos os peritos, porque o material gera risco de morte e dano. Então o procedimento é aguardar a Perícia para que faça o trabalho que for possível, e depois fazemos o nosso, com o desmantelamento do artefato. Os trabalhos transcorreram de forma planejada e não houve feridos.