Até aqui nos ajudou o Senhor

NO OLVIDO DA HISTÓRIA

27/07/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

Colaboração: Professor Marcos Rodrigues - RJ

Após discutir com meus alunos de oitavo ano as 'Guerras Napoleônicas" pergunto a eles o que os soldados franceses levavam em suas mochilas. Eles citam armas, alimentos, munição, roupas, e mais uma infinidade de coisas. É uma armadilha! Eu os traio! Minha resposta é: levavam idéias !!!!! As ideias iluministas. As ideias que se espalharam, mudaram a Europa e uma grande parte do mundo. Depois apresento uma metáfora. Peço que imaginem um frasco de perfume.Digo que o frasco é aberto e todos sentem o perfume. Pergunto então como posso fazer para recolher o perfume e recolocá-lo no frasco. Após muita confusão eles chegam à conclusão lógica, isto é impossível! Uma vez que o perfume se espalha é impossível fazer com que retorne ao frasco. Por fim, explico a eles que assim são as ideias! Não se pode matar uma ideia. Podemos até matar os homens que as conceberam mas, uma vez concebidas e apresentadas não retornam "ao frasco". Meu objetivo é mostrar ao aluno que não se pode atrasar o "relógio da história". A história não anda para trás. Todos que tentaram fracassaram. Sempre que se tentou isto resultou em uma farsa ou no ridículo.

Parece que o ex juiz Sergio Moro faltou a esta aula. Criou uma farsa ridícula para tentar criminalizar as denúncias do Intercept. Coloca-se na posição de dono de informações privilegiadas das principais figuras da república, que teriam sido "hackeadas" por estes "criminosos" e diz que irá apagá-las para que se preserve a intimidade de todos. Na verdade Moro tenta conspurcar a todos dando a entender que todos cometeram faltas graves, assim como ele mesmo, mas que não as divulgará. Insinua que todos são iguais e todos estão no mesmo barco. Tenta chantagear a república, constranger autoridades, e tenta ligar a sua sorte à sorte de todos. Além disso propõe a destruição de provas de um "crime" em nome da salvação de todos. Sua atitude entra para o rol das mais indignas da história brasileira.

Por fim, Moro tentar fazer a história andar para trás. Cria uma portaria que criminaliza aqueles que "atentam contra princípios constitucionais" ameaçando-os com deportação e repatriação. Seu próximo passo será o pedido de deportação e prisão de Glenn Greenwald e que se impeça a divulgação das denúncias. Tolo Sergio Moro, não se dá conta de seu próprio ridículo. O tempo é inexorável e assim como as ideias não pode ser detido. Ridiculariza-se ao tentar evitar o inevitável. Assim que seu nome não mais agregar prestígio ao governo será descartado por Jair Bolsonaro como um peso morto e cairá no olvido da história. (e antes que alguém desavisadamente queira corrigir o Professor, OLVIDO ato, processo ou efeito de olvidar(-se), esquecer(-se); esquecimento, olvidamento, deslembrança. Grifo e nosso)