Até aqui nos ajudou o Senhor

O embate continua, teremos mais um round?

25/07/2019
Foto Divulgação/Arquivo Internet
Foto Divulgação/Arquivo Internet

O jornalista Glenn Greenwald, publicou no dia 15 de julho um editorial onde mais uma vez demonstra sua experiência em tratar com este tipo de assunto (vide caso Snowden). De acordo com o editorial a PF, aproveitando as 'férias' do ministro Moro, estava considerando a realização de uma operação "Spoofing" (uma técnica usada por hackers para falsificar a identidade de alguém em meios digitais e distribuir vírus ou interceptar informações legítimas, como dados bancários e mensagens pessoais. O recurso é muito utilizado no Brasil.). Como uma ofensiva ao site Intercept Brasil e suas publicações. Segundo Glenn, seria efetuada a prisão de suposto hacker que confessaria a autoria dos grampos ilegais e de adulteração de diálogos na série Vaza Jato. O que era um texto em editorial, virou uma realidade na última terça-feira (23), a Polícia Federal do Distrito Federal deflagrou uma operação em Araraquara, Ribeirão Preto e São Paulo com o objetivo de conseguir provas e prender suspeitos de cometerem crimes cibernéticos. Oficialmente, a PF não deu detalhes sobre a operação e sequer citou o ministro Sérgio Moro, mas sem dúvida o objetivo era alcançar suspeitos de terem invadido o celular do ex-juiz. Logo depois que as prisões foram noticiadas o Intercept republicou na íntegra o editorial com uma citação "Só pra lembrar: nem tentem descredibilizar o arquivo. Não lutem contra os fatos, todos empilhados aqui". Enquanto isso, de acordo com Ariovaldo Moreira, advogado de Elias Santos e sua mulher, Suelen Oliveira, dois dos quatro suspeitos de terem hackeado o celular do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, seus clientes demoraram a ter autorização para ligar para a defesa e viajaram de São Paulo a Brasília algemados. "[Elias Santos] tentou falar comigo o todo o tempo, da casa dele até a PF de São Paulo, e a todo momento teria ouvido dos agentes da PF: 'cala a boca, você aqui não tem direito a nada'. Foi essa frase que ele me falou", disse o advogado Moreira. Outro indício de retaliação é que os tweets de Walter Delgatti Netto, o 'Vermelho", que o colocou na mira da PF apresentado-o como "hacker", foram postados de Brasília e não de Araraquara (SP), o suposto hacker estaria fisicamente em Brasília quando fez os posts foram postados. Apenas o Twitter poderá (facilmente) confirmar tal possibilidade. A postagem pode também ter sido feita por outra pessoa da quadrilha. É somente mais um round, esta investida pode ter tirado o ex-juiz Moro das cordas, mas ele ainda perde por pontos.